A Catequese iniciou as suas actividades de formação. Foi no dia 26 de Setembro para os mais pequeninos e no da 3 de Outubro para os maiores (os adolescentes).OI início é sempre um dia especial: rever amigos, colegas de grupo e catequistas. Quanto aos catequistas houve mudanças em alguns dos ciclos. Foi um catequista diferente que se ficou a conhecer, um catequista, uma pessoa amiga que vai caminhar connosco e ajudar-nos a ser mais amigos de Jesus.
O dia da apresentação teve maior surpresa para os mais novos, os do primeiro ano. Era a primeira vez que entravam neste processo. Era a primeira vez que iam começar a conhecer outras pessoas, meninos-meninas-catequistas. Isso às vezes traz um pouco de ansiedade e até de “chorinhos”, que logo passam. Nesta hora já estão todos integrados e todos contentes.
A marcar o início da Catequese, celebraram-se também as Eucaristias de abertura do ano catequético (festas do acolhimento), quer para os mais novos, quer para os mais velhos. Foram Eucaristias com um timbre de muita familiaridade, com o propósito de acolher festivamente, sobretudo aqueles que vinham pela primeira vez.
Também, neste capítulo os jovens - Grupo Semente - celebrou a Eucaristia, cuja solenização habitualmente lhes está confiada, para com a sua vida e dinâmica juvenil, se apresentarem e fazerem a abertura do seu ano de actividades.
A Eucaristia - liturgia e prática
Feita uma retrospectiva ao que foram esses dias e essas Eucaristias, ficamos contentes com o que se celebrou e com a participação mais empenhada e directa das pessoas que fazem parte desses grupos, até mesmo de muitos pais. Parece-nos que, em número e participação, assim deviam ser todas as Eucaristias que compõem o ritmo semanal da vida de baptizados, de uma criança, de um adolescente e de um jovem em crescimento.
Na realidade, no capítulo da frequência, quando há estas Eucaristias a assembleia é muito grande. Tanto que a igreja até se torna pequena. E porque não acontece uma presença igual nos outros dias de Eucaristia dominical?
É um erro dizer-se que se veio, ou que se vem àquelas Eucaristias porque elas é que são bonitas. Mas nós vimos à Eucaristia pela “boniteza” que lhes julgamos emprestar e para nos prazentearmos..., para satisfazer os nossos sentimentos de amor próprio por nós ou pelos nossos..., ou pela “boniteza” que lhe é intrínseca, que lhe advém de quem nela se oferece e para satisfazermos os sentimentos e os direitos de Deus, que espera o nosso amor, a nossa fé e o nosso reconhecimento, para lhe darmos a acção de graças e a glória a que tem direito como Deus, Pai e Senhor?
Cristo, com a Sua entrega incondicional e quotidiana, agiu sempre de forma solene e simples perante a vontade do Pai, na vida e na morte e prestou-lhe assim o louvor completo, necessário e agradável. Recordamos que a Sagrada Escritura aplica a Jesus aquela velha e insofismável afirmação bíblica: “não te agradaram holocaustos nem sacrifícios... Por isso, Eu disse: Eis-me aqui para fazer, ó Deus, a tua vontade”. E Ele cumpriu-a sempre de forma plena e simples, no quotidiano. Embora sem querer desvalorizar o que sensatamente se possa vincar, explorar e celebrar mais, num ou noutro momento da Eucaristia, quase poderíamos dizer: a Eucaristia é bonita em si mesma porque é celebrar o que Cristo mandou (Fazei isto em memória de Mim). Isso é o necessário e o que constitui o dever do cristão. Isso é o que essencialmente nos deve satisfazer, preencher, responder e manifestar a nossa vida de fé, ao participarmos na Eucaristia. Na Eucaristia, Cristo é que ó o pólo de referência. O que nós fizermos, deve ser de forma tão discreta, simples e sensata que não se retire a atenção d’Aquele que é a Vítima e o Sacerdote, renovando ali, outra vez o mistério da nossa redenção.
Vamos fazer da Eucaristia o coração do Domingo, porque sem Eucaristia não há Domingo, o Domingo não é nada. Sem Eucaristia igualmente nada é a vida do cristão.
E a continuidade da Catequese?
Do mesmo modo que se entende que a vida do cristão não é nada sem a Eucaristia..., que vida é a do baptizado sem a Catequese?
A pergunta é colocada, porque infelizmente se vê que há pais que apenas se “interessam” que o filho (filha) faça a Primeira Comunhão..., e chega.
Eu pus a palavra “interesse” com aspas, porque o verdadeiro interesse que se reconhece, foi o de ter havido uma oportunidade para se ter realizado mais uma festa social e um almoço. Sou radical na afirmação? Acho que não. E justifico-o, porque se há crianças que logo após a Festa da Eucaristia deixam de vir à Catequese - sabemos que não vêm, porque a ficha existe como existia antes e a chamada é feita em cada sessão de catequese -, e para não dizer mesmo que nunca mais voltam à Missa (aí é mais difícil de saber, mas podemos suspeitá-lo seguramente), que interesse houve na dita Festa da Eucaristia? O interesse que devia ter havido era: ter chegado à celebração desse sacramento para o continuar a celebrar e para continuar a desenvolver a formação religiosa da vida e da consciência cristã dos filhos. Teria sido razoável conceder a esses pais a possibilidade de ver o filho ir celebrar a Festa da Eucaristia?
Ficam aqui, neste mês, algumas perguntas, entre muitas outras que se poderiam fazer.
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